Em Gurupi, PC/TO prende suspeito de participar de organização criminosa especializada em fraudes e lavagem de dinheiro

As investigações apontaram que a organização criminosa causou preju√≠zo de quase R$ 32 milhões

Por Central TO em 19/06/2024 às 14:38:26
Foto: Divulgação/DICOM SSP TO

Foto: Divulgação/DICOM SSP TO

A 2¬™ fase da operação policial Alvar√° Criminoso, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 19, desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes e lavagem de dinheiro. A ação, realizada pela Polícia Civil de Goi√°s, em cooperação com as Polícias Civis do Tocantins, Bahia, Maranhão, Par√° e Rio de Janeiro, cumpriu 68 mandados judiciais, sendo 33 mandados de prisão.

No Tocantins, a Polícia Civil, através da Diretoria de Intelig√™ncia Policial e da 8¬™ Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic - Gurupi), cumpriu mandado de busca e apreensão e de prisão tempor√°ria em desfavor de um homem que residia em Gurupi. O homem de 43 anos foi preso no setor Central onde também foi apreendido um aparelho celular. Após ser interrogado, ele ser√° encaminhado para a Unidade Prisional de Gurupi.

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O Poder Judici√°rio também determinou o sequestro de bens no valor de aproximadamente R$ 32 milhões. A ação foi apoiada pela Diretoria de Operações Integradas e de Intelig√™ncia (DIOPI/SENASP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB).

Como funcionava

As investigações, que duraram quase dois anos, apontaram que a organização criminosa causou um prejuízo de quase R$ 32 milhões aos cofres públicos e atuava obtendo alvar√°s judiciais de forma fraudulenta. Advogados acessavam o sistema do Tribunal de Justiça e assinavam documentos como se fossem juízes, falsificando alvar√°s judiciais que permitiam o saque de valores de contas judiciais.

Depois, com os falsos alvar√°s em mãos, os criminosos sacavam valores de contas banc√°rias e repassavam para laranjas. O dinheiro ilícito era lavado através de diversas transações financeiras complexas, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

Integração

As investigações continuam em andamento para identificar outros membros da organização e recuperar o m√°ximo possível do dinheiro ilícito obtido por meio fraudulento.

As Polícias Civis e o Ministério da Justiça e Segurança Pública reiteram seu compromisso no combate à criminalidade e à lavagem de dinheiro, reforçando que a integração torna as polícias ainda mais fortes e sem barreiras de atuação no combate ao crime organizado.

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Além de Gurupi, o cumprimento dos mandados ocorreu em cinco municípios do Estado de Goi√°s (Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, An√°polis, Anicuns e Rio Verde), bem como nas cidades de Pinheiro (MA), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Tucumã (PA).

Legislação

No Brasil, a pena para quem pratica os crimes de Estelionato contra a Administração Pública, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, é de reclusão, respectivamente, de 1 a 5 anos e multa, com aumento de pena de um terço (art. 171, ¬ß3¬ļ, do Código Penal), de 3 a 8 anos e multa (art. 2, da lei 12.850/13) e de 3 a 10 anos e multa (art. 1¬ļ da lei 9.613/1998).

As penas dos 14 crimes de estelionatos contra a administração pública consumados e dos 11 tentados, somados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, podem chegar a quase 100 anos de prisão.

Operação Alvar√° Criminoso – 2¬™ fase

O nome faz refer√™ncia ao tipo de fraude investigada, por meio da qual a organização criminosa falsificava alvar√°s judiciais dentro do sistema de processo eletrônico do Poder Judici√°rio, para, posteriormente, sacar de contas banc√°rias judiciais.

Fonte: Secretaria da Segurança P√ļblica/Governo do Tocantins

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