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Julgamento de Moro no TRE-PR √© adiado mais uma vez após placar ficar em 1 a 1

Jos√© Rodrigo Sade votou pela cassação e inelegibilidade do senador; Claudia Cristina Cristofani solicitou mais tempo para analisar o caso

Por Central TO em 03/04/2024 às 17:25:38
GIULIANO GOMES/PR PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

GIULIANO GOMES/PR PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal Regional Eleitoral do Paran√° (TRE-PR) adiou mais uma vez o julgamento de duas ações que pedem a cassação do mandato do senador Sergio Moro, (União Brasil-PR). A desembargadora Claudia Cristina Cristofani solicitou mais tempo para analisar o caso.

O ex-juiz federal é acusado de abuso de poder econômico, uso de caixa dois e utilização indevida de meios de comunicação durante a pré-campanha eleitoral de 2022. Até o momento, o placar é de 1 a 1. Luciano Carrasco Falavinha Souza, o relator, votou contra a perda do mandato de Moro, alegando falta de provas de irregularidades apresentadas pelos partidos PL e PT. J√° o desembargador José Rodrigo Sade votou a favor da cassação do mandato de Sergio Moro. Se condenado, o parlamentar ficar√° inelegível por oito anos. Além disso, ser√° convocada uma nova eleição no Paran√° para a vaga no Senado.

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Sade argumentou que os gastos excessivos na pré-campanha de 2022 colocaram Moro em vantagem sobre os demais candidatos, desequilibrando o cen√°rio eleitoral. "Para mim, não parece possível simplesmente apagar os caminhos que o pré-candidato percorreu quando ainda estava pré-candidato presidencial. Não se apaga o passado", declarou. Na segunda-feira, Falavinha havia destacado que candidatos de estados com tetos de gastos mais baixos não poderiam mudar suas pré-candidaturas para não configurar abuso econômico.

aso o TRE-PR decida pela cassação de Moro, ele ainda poder√° recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em dezembro do ano passado, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paran√° emitiu um parecer favor√°vel à perda de mandato. A defesa nega as acusações, alegando que não houve gastos excessivos durante a pré-campanha. Além disso, argumenta que as despesas realizadas entre novembro de 2021 e junho de 2022 não deveriam ser consideradas, pois o pré-candidato tinha aspirações políticas diferentes na época.

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